sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Juventude Segregada

Depois de todos esses grupos expostos aqui no blog, percebemos que a tendência da juventude é mesmo se dividir em tribos. Adolescentes que vão desenvolvendo sua personalidade e descobrindo novos interesses procuram se agrupar àqueles que têm gostos parecidos com o seus e, muitas vezes, também acabam criando uma certa rivalidade com outros, que possuem interesses distintos. Essa segregação dos jovens em diferentes tribos acaba influenciando a maneira como eles se vestem, se comportam, os ambientes que eles freqüentam, as músicas que escutam e outros produtos culturais que consomem.

"Um jovem sempre vai procurar se encaixar em alguma tribo, isto é uma característica atemporal da nossa cultura", é o que afirma a socióloga Rosilene Lima, que esclareceu alguns aspectos das culturas juvenis na contemporaneidade e no decorrer da história. "Durante a Ditadura Militar, por exemplo, essa segregação ocorria muitas vezes influenciada por questões políticas: existiam aqueles que queriam contestar e aqueles que não; ou até mesmo aqueles que contestavam através da arte, outros que preferiam manifestações públicas e outros, ainda, que optavam pela violência. Hoje, como o grande apelo da juventude é o consumo, este passa a ser o motivo da segregação, por isso é muito difícil encontrarmos tribos que reúnam jovens de classes sociais muito diferentes.", completa a socióloga.

Rosilene Lime / Foto: Maria Clara Mancilha


Essa natureza do jovem, que busca se encaixar em algum grupo para construir uma vida social satisfatória, também pode ser perigosa. Muitas vezes, adolescentes não medem esforços para conseguir a aceitação de um grupo e podem se prejudicar em diversos níveis. São muitas as histórias de pessoas que são submetidas à rituais de iniciação humilhantes e até mesmo arriscados. Diogo Oliveira, de 20 anos, é um exemplo disso. Quando entrou para o time de hockey do América Mineiro, em 2005, ficou muito feliz, porque logo no começo já foi convidado para viajar para São Paulo e participar de um jogo. Mas a viagem acabou sendo um pesadelo. "Nós viajamos em julho, tava gelado, e os veteranos fizeram todos os calouros ficarem só de cueca, do lado de fora do ônibus, abraçando as paredes. A gente só pôde entrar quando todo mundo quis ir embora. No hotel, nós tivemos que pegar uma bola de papel, cheia de pasta de dente, com a bunda e jogar no lixo. Foi muito humilhante.", conta Diogo.

Diogo Oliveira / Foto: Arquivo Pessoal


Esses rituais de iniação podem ser ainda mais graves, como no caso dos Skinheads, que em Belo Horizonte são encontrados no centro, em lugares como o Edifício Maletta. Para entrar neste grupo, um jovem precisa raspar a cabeça e muitas vezes provar seu comprometimento através de violência ou atos de vandalismo.

De todos os sacrfícios que um jovem faz para ser aceito em um determinado grupo, o mais comum é o consumo exagerado, que foge de seus padrões familiares. Felipe Abreu, de 22 anos, estudante de Direito, conta que já enfrentou sérios problemas financeiros para acompanhar seus amigos. "Quando eu tinha 18 anos e entrei na faculdade, fiz muitos amigos novos. Foi ótimo, porque nessa época comecei a frequentar as boates de Belo Horizonte e fiquei deslumbrado. Só que, por isso, acabei enfrentando sérios problemas, já que meus novos amigos tinham muito mais dinheiro que eu. Para acompanhá-los todos os finais de semana, eu acabava gastando mais do que podia. Caí várias vezes no cheque especial e tive problemas com a minha família.", conta Felipe.

É muito agradável ter um grupo de amigos que tenham os mesmos interesses que você, com quem você possa trocar suas experiências e compartilhar aprendizados. Mas é importante que sempre estajamos alerta para que este convívio não extrapole os limites saudáveis. Os jovens devem reconhecer quando estão sendo humilhados para participar de um grupo, ou também quando suas companhias estão lhe trazendo problemas ou má influência. Este tipo de tribo deve ser evitado, pois foge do objetivo principal de se conviver em grupos, que é o de compartilhar boas experiências com aquelas pessoas que você contruiu laços de amizade e afeto.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os Mods

Lembram que já falamos dos ROCKERS aqui no blog? A tribo de hoje é rival deles, os MODS.
Essa tribo surgiu também nos meados dos anos cinquenta, na Inglaterra e era constituída por jovens que escutavam mod music, andavam em lambrettas, que usavam ternos e vestuário social, assim como sapatos. Por serem tão diferentes, os mods e os rockers eram inimigos.


Lembrou de algo? Aposto que foram dos Beatles. Sim, a maior banda do mundo era cheia de influências mod e quase ninguém sabe disso. Apesar do termo "mod" ter sido pouco difundido aqui no Brasil, essa tribo possui adeptos, tanto músicos como pessoas normais, que nem sabem disso. O exemplo dos Beatles, por exemplo, mostra como isso aconteceu. Muitos fãs de Beatles se vestiam da mesma forma que eles, usavam moptops (o corte de cabelo "tigela", tipicamente mod), escutavam outras bandas de mod music e não sabiam que eram da tribo. Carlos Henrique, representante social de 46 anos, é um exemplo disso. "Sempre escutei Beatles, The Who, andei de terninho e sapato social de bico fino, suando em bicas no Rio de Janeiro onde nasci, mas nunca ouvi falar dessa coisa de mod", diz.


O termo mod é abreviatura de Modernismo. O símbolo usado pelo movimento mod é originário da pop arte, e foi baseado no símbolo usado nos aviões da RAF (Força Aérea Francesa) durante a Segunda Guerra Mundial. 





Símbolo da RAF e do movimento MOD
Crédito: Luiza C. Godoy




O vestuário, além da alfaiataria, consiste em elementos militares. A parka, casaco em verde-militar com patches do exército, era uma identificação da tribo, assim como as jaquetas de couro para os rockers. 




 

Parka com símbolos mod (a seta e o alvo), referências ao Reino Unido e Paraná
Cedida por Everton

Os maiores ícones da tribo mod são os Beatles, na fase do iê-iê-iê, The WhoSmall Faces, antiga banda do cantor Rod StewartIra!, no início da carreira e muitas outras.

Apesar da decadência no final dos anos sessenta, com o surgimento do movimento hippie e da transformação dos integrantes mais violentos da tribo em skinheads, os mods ainda existem, inclusive no Brasil. Everton, estudante do Paraná e integrante da tribo, confirma isso. "Os mods são bem menores agora do que na época em que surgiram, claro. Muitos deles mudaram por causa dos Beatles, viraram psicodélicos assim como eles. Mas, a cena mod ainda existe. Aqui no Sul é mais forte, acho que por causa do clima que lembra o londrino e que fica mais fácil de usar terno o dia todo (risos)", diz o estudante. Everton ainda diz que a cena mod das bandas sulistas é mais forte do que no resto do país, empatando apenas com São Paulo. Um exemplo dos sulistas é o cantor Jupiter Maçã, que já foi das bandas TNT e Cascavelletes, e hoje está em carreira solo.



Everton, integrante da tribo
Cedida por Everton


Em BH, os mods se encontram n'A Obra e Jack's Rock Bar, onde bandas de influência mod como Radiotape e bandas cover de bandas dessa tribo tocam. Natanael, ex-integrante da banda Radiotape, mostra como o mod foi influência para a banda. "Até o nosso estilo de se vestir era 'moderno'. O nosso baixista tinha até um parka bem legal. No início, fazíamos covers de Beatles, até lançar nossas músicas próprias", diz.


Banda Radiotape (Natanael: último da esquerda para direita)
Crédito: Divulgação



Para assistir e saber mais sobre eles: Quadrophenia, filme do The Who que mostra a cena mod e sua rivalidade com os rockers.

Coleção de Everton, fã de The Who
Cedida por Everton











sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os Indies

Indie (abreviacção de independent em inglês) é um termo utilizado para caracterizar uma cultura que busca fugir do senso comum, sempre procurando inovações ainda desconhecidas do grande público.


A MÚSICA
A tribo dos Indies é reconhecida primeiramente pelo seu gosto musical, relacionado basicamente ao Indie Rock. Este estilo de música começou no Reino Unido e nos Estados Unidos, ainda na década de 1980. O Indie Rock surgiu da mistura do Rock Alternativo, Pós-Punk e New Wave. A princípio, o termo era utilizado para descrever o meio de produção e distribuição da música underground, que não eram realizados por grandes gravadoras. Mas hoje, com a decorrente popularização do gênero, muitas bandas tidas como "Indies" possuem grandes contratos e atingem consideráveis volumes de venda (embora ainda façam questão de ter controle sobre suas músicas e suas carreiras).
Na década de 1990, o movimento ganhou muita força, principalmente na Inglaterra, com bandas como Placebo, Oasis e Blur, que chegaram ao topo das paradas de sucesso em vários países. Mais tarde, nos Estados Unidos, surgiram bandas como The Strokes e White Stripes, que conquistaram de vez o espaço do Indie Rock. Hoje em dia, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, The Killers, Phoenix, Vampire Weekend e outros representam claramente este estilo.
No Brasil, a música Indie dá seus primeiros passos somente nos anos 2000, quando surgem bandas como Moptop, Holger e Mickey Gang, todas saídas da internet. A cena local também acontece através de festivais como o Tim Festival e Planeta Terra, que sempre trouxeram atrações que agradavam o público indie.
É importante ressaltar que, por ser um estilo tão recente, a tribo indie reúne normalmente jovens de no máximo 25 anos, que viram o Indie Rock surgir e o acompanham desde então. Essas pessoas não consideram o termo "indie" pejorativo e não têm problema nenhum em se classificar como tal.

Arctic Monkeys no Tim Festival 2007 - Rio de Janeiro


A MODA
Os indies são facilmente reconhecidos pelo seu jeito alternativo de se vestir. As peças mais comuns são calças jeans coladas, camisas xadrez, tênis All Star, óculos de aros grossos e, pra completar, um corte de cabelo assimétrico, com cara de que foi feito em casa. O look é quase sempre meio desleixado e descombinado. A moda não é um fator de grande importância para a tribo, tudo que eles precisam é de algumas peças baratas e diferentes, não se preocupam com marcas ou tendências.
Assim como na música, na moda os indies também procuram coisas que fujam do Mainstream (popular). Por isso, não costumam comprar suas roupas e acessórios em shoppings, ou em grandes lojas de departamento. É muito comum que pessoas dessa tribo frequentem brechós (principalmente na savassi) e feiras de escambos, onde procuram encontrar peças inusitadas, com algum diferecial.

O COMPORTAMENTO
A tribo indie não possui nenhum ideal ou valor em especial. A única crença que os une é a de que existe maior qualidade na arte underground (seja música, cinema, moda ou etc). Eles não pregam ideais e, talvez por isso, convivam pacificamente com qualquer outro tipo de tribo.
Um indie costuma ter um comportamento intelectual, possuindo grande domínio sobre literatura, cinema ou arte; e faz questão de deixar isso bem claro. A atitude blasé também é muito comum nesta tribo. Isto significa que eles se portam como seres indiferentes à sociedade, como se estivessem o tempo todo entediados com a cultura popular.
Os Indies não se importam muito com relações sociais, quase nunca estão cercados de amigos. Além disso, é muito comum que eles procurem esconder suas emoções, como se elas não interessassem a mais ninguém.


A CENA NOTURNA
Todos os Indies entrevistados afirmaram que a cena noturna direcionada à este grupo em Belo Horizonte é muito limitada. Fora os shows e eventos que acontecem ocasionalmente na cidade, esta tribo costuma frequentar principalmente as boates Aobra e Velvet Club. Um nova casa, chamada Dduck, também está atraindo os Indies ultimamente, já que traz atrações como Cacá V. (Copacabana Club) e Lovefoxxx (CSS), mas ainda não se firmou como ponto fixo.


Velvet Club

Cacá V. discotecando na Dduck


Normalmente, a noite indie começa em bares como Obar e o La Tosqueria, e pela madrugada se estende às boates. Nesses ambientes, é comum que todos se conheçam, já que estão por lá todos os finais de semana.

Os coletivos Pegada e 53HC são famosos em Belo Horizonte por realizarem festivais e eventos que atendem a cultura indie, trazendo bandas novas e pouco conhecidas de todo o Brasil. Como exemplo, temos o Flaming Night, do 53HC, que acontece hoje (sexta-feira 22/10), e tem como principal atração a banda indie Móveis Coloniais de Acaju.

12ª edição do Flaming Night - Festival realizado pelo 53HC no Music Hall

Maria Luise e Paulo falam um pouco mais sobre a tribo indie neste vídeo:

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Maria Luise indica suas lojas preferidas, pra quem quiser adotar o estilo Indie:


Brilhantina Brechó

R. Tomé de Souza, 821

Savassi


Lispector

R. Tomé de Souza, 981

Savassi



"As duas lojas são bem próximas, você pode encontrar tudo o que quer numa rua só", diz Maria Luise.


Já a dica de Paulo é o blog do jornalista Lúcio Ribeiro, que segundo ele "é o melhor lugar para se manter informado sobre a cultura indie e as novidades que nos interessam". Então, quem quiser mais informações sobre o assunto, acesse: http://www.popload.com.br/.

Fotos por Maria Clara Mancilha.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os Otakus

Crédito: Luiza C. Godoy

A tribo de hoje é muito kawaii.

Se você não sabe que essa palavra é em japonês e significa algo como "fofo", então vai saber a partir de hoje!
Os otakus são a tribo de fanáticos pelo Japão e sua cultura. Eles fazem de tudo para parecerem com os japoneses, assistindo seus desenhos, lendo suas revistinhas (mangás), comendo sua comida e se vestindo como eles.
Luiz Paulo, o de vermelho da foto, é descendente de japoneses e diz que isso não influencia em você ser da tribo ou não. "A maioria dos otakus de Belo Horizonte não passa nem perto de ser oriental e acabam sendo os mais fanáticos de todos, assim como diz a definição da palavra", fala Luiz fazendo referência ao significado em japonês de otaku que é fã/fanático.

Não existe melhor jeito de conhecer uma tribo do que por um integrante dela, certo? Vejam o vídeo com a otaku Iara Laporte, em que ela explica tudo o que você precisa saber sobre esses fãs do Japão.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Os Rockers

Apesar do que a maioria pensa, os rockers não são quaisquer pessoas que escutam rock. Essa tribo surgiu nos meados dos anos cinquenta, na Inglaterra e era constituída por jovens que escutavam Rockabilly, motociclistas, que andavam com jaquetas de couro, all-star e calças jeans.

Lembrou do filme "Grease"? Se sim, lembrou certo! O papel de John Travolta no filme e de seus amigos mostra bem como eram os rockers, seu estilo e comportamento. Conceição Aperecida, 79 anos, viveu sua juventude na época de ouro dessa tribo e ainda se lembra de como eles eram. "No Brasil não existiam muitos [rockers], mas sempre tinha algum imitando os cantores de rock 'n roll. Eu já tive um namorado fã de Elvis, ele não tirava a jaqueta de couro nem no calor! O problema é que ele tinha alguns amigos brigões, mas dizia que eles [,os rockers,] eram assim mesmo, metidos a encrenqueiros", disse Conceição.
Os maiores ícones desse estilo são Elvis Presley, James Dean e Buddy Holly.

Os rockers, como a maioria das tribos dos anos 50, já não existem mais com a mesma intensidade. Porém, alguns jovens de hoje ainda curtem o estilo, escutam as músicas da época e se vestem com elementos utilizados por eles. Cuca, estudante de Design, é um deles. "Descobri o estilo rocker quando encontrei vinis do Elvis, Chuck Berry e Jerry Lee Lewis do meu pai. Depois disso, nunca mais larguei. Hoje praticamente só escuto rockabilly e tento aderir ao máximo ao estilo, até cortei meu cabelo parecido com o do Gene Vincent e comprei os óculos em homenagem ao Buddy Holly!", diz o estudante.

Cuca e sua coleção
Crédito: Luiza C. Godoy

Os adeptos de Belo Horizonte ao estilo rocker podem escutar o estilo rockabilly em locais como o Studio Bar, A Obra e Uzina. Bandas regionais como a The Presley's Band, do baixista do Pato Fu, Ricardo Koctus, também mantêm vivo o rockabilly e o espírito rocker.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os Playboys


A tribo dos playboys pode ser facilmente reconhecida nos ambientes noturnos, já que sua aparência e o modo como se comportam são muito característicos. Para escolher sua balada, os playboys não levam muito em consideração o estilo musical, pode ser Techno, Hip Hop, vale até um Pagode ou Sertanejo. O que interessa mesmo é o tipo de pessoa que freqüenta o lugar. Segundo Bruno Bouchardet, ele e seus amigos esperam encontrar um público selecionado e bonito nas boates. Em Belo Horizonte, podemos encontrar essa tribo em lugares como Chalezinho, naSala, Swingers e Cinco. O público alvo dessas casas noturnas são geralmente jovens com mais de 21 anos, que já possuem um maior poder financeiro e um desejo de ostentá-lo. As meninas dessa tribo estão sempre de vestidos ou saias, salto alto e maquiagem bem chamativa. Os meninos vão de camisa pólo de marcas como Osklen, Abercrombie, Polo Ralph Lauren ou Boundless e para completar um jeans bacana e um tênis. As peças são sempre caras, assim como os preços das boates.

Foto cedida por Bruno Bouchardet.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Os Punks

Para a maioria, o punk morreu em meados dos anos 90. Mas, existe ainda uma minoria que tenta deixá-lo vivo.
Os punks de hoje, que podem ser vistos pelos arredores da Savassi, são um pouco diferentes daqueles da raiz do punk brasileiro, que surgiram nos anos 70, em São Paulo surgiu na Zona Norte, mais precisamente na Vila Carolina. A maioria não se veste como antigamente, com calças coladas e rasgadas, tachas, jaquetas com patches, cabelos de spikes e moicanos. Os punks de hoje são mais discretos, usam all-star, camiseta de banda e só. O que os classificam como punks é o gosto musical, predominantemente punk rock, e a continuidade do pensamento anarquista, politizado e libertário.
Lucas Resende, adepto da tribo e estudante de Direito, acha que o estilo nunca vai desaparecer totalmente. "Sempre vai ter um jovem que vai sonhar com um mundo mais justo, que vai querer se rebelar contra a sociedade. Aí entra o punk", diz. Lucas ainda afirma que, através do punk rock, cada vez mais jovens irão fazer parte da tribo. "O som é fácil de tocar, de ouvir, de cantar junto, mas é difícil de passar despercebido", comenta o estudante.
Os punks de Belo Horizonte são encontrados em casas de shows, como a antiga Área 51 e A Obra. Nessas casas acontecem shows de bandas independentes de punk rock, como o Irônika, a maior banda do gênero de BH.

A banda é formada por Bruno Luiz (guitarra/vocais), Jr. Skiter (guitarra/vocais), Pedro Vasseur (baixo/vocais), Mauro Novaes (bateria) e está na ativa desde o final dos anos 90.

Foto cedida por banda Irônika.